Perdi em grande parte meu apetite pelas viagens, que era uma espécie de moto contínuo na minha vida

Tendo me libertado da dependência de avião, estou mais encontrado comigo mesmo

De São Paulo (SP)

Durante muitos anos, tive a honra de escrever para a revista AMANHÃ. Quando achava que o ciclo estava se esgotando, eis que ele se renovou com grande vigor quando passei a alimentar este blog, também do Grupo, sob a regência sempre prestimosa e incansável do amigo Marcos Graciani. Como amor com amor se paga, nunca poupei esforços para estar em dia com as pautas do mundo, reportando de todos os continentes.

Durante o doloroso ano em que fiquei em Paris durante a pandemia, continuei assíduo, embora menos, e voltei para o Brasil em março deste ano disposto a retomar nossa intensidade perdida. Até que me vi confrontado com uma realidade nova. Com o mundo parado, passei a ter bastante tempo. E na medida em que sobrou tempo, paradoxalmente, não achei mais tempo para fazer nada. Então, abdiquei até dos deveres que julgava mais prazerosos.

Foi assim que parei de escrever para o blog há cerca de seis meses, rotina de que sinto falta porque nos irmanou muito durante anos. Seja como for, para não ficar totalmente inadimplente com as letras, escrevi um livro chamado Qualquer Sensação Súbita, recém publicado pela editora AzuCo. Para 2022, os planos continuam abertos, mas certo é que perdi em grande parte meu apetite pelas viagens, que era uma espécie de moto contínuo na minha vida.

Seja como for, para não ficar totalmente inadimplente com as letras, escrevi um livro chamado Qualquer Sensação Súbita, recém publicado pela editora AzuCo

Não sei a que atribuir isto. Não sei se decorre de um estado de alma que pede uma vida mais recôndita e tranquila, mas tendo me libertado da dependência de avião, estou mais encontrado comigo mesmo. E certamente, muito menos interessante do que posso ter sido no passado. Seja como for, queria agora me despedir dos amigos como deveria ter feito na oportunidade. Sempre esperançoso de que, voltando a viajar, volte a colaborar.

Afinal, como pode um blog se chamar Ao Redor do Mundo, se seu principal colaborador não sai da cidade onde vive? Feliz Ano Novo e até qualquer hora!

Perdi em grande parte meu apetite pelas viagens, que era uma espécie de moto contínuo na minha vida

Perdi em grande parte meu apetite pelas viagens, que era uma espécie de moto contínuo na minha vida Tendo me libertado da dependência de avião, estou mais encontrado comigo mesmo De São Paulo (SP) Durante muitos anos, tive a honra

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