BRDE tem aval da União para captar R$ 2 bilhões junto a bancos internacionais

Aprovação da Secretaria Nacional do Tesouro reforça política do banco para diversificar suas fontes de recursos

A maior parte dos recursos estará voltada a projetos de geração de energia com fontes renováveis, maior eficiência energética (iluminação pública), inovação, redução das desigualdades e o agro sustentável

O Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) está dando um importante passo na sua política de diversificação das fontes de recursos adotada nos últimos anos. A Secretaria do Tesouro Nacional (STN) acaba de aprovar operações através de organismos internacionais que somam R$ 2 bilhões pela cotação atual das moedas estrangeiras. O aval do órgão do Ministério da Economia é para captações junto ao Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) na ordem de US$ 150 milhões, Banco Mundial (134,6 milhões de euros) e outros 89,6 milhões de euros do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB).

“O momento é de alta demanda por crédito diante da retomada na economia no pós-pandemia em vários setores produtivos. Além de sinalizar para a credibilidade do BRDE em escala global, as parcerias junto a estes organismos internacionais irão reforçar ainda mais nossa atuação voltada a projetos comprometidos com as pautas de sustentabilidade e inovação”, destacou o diretor de Planejamento e de Operações do banco, Otomar Vivian. Ele salienta igualmente que as linhas de crédito em moeda estrangeira estão se mostrando bastante competitivas diante do contexto de alta na taxa Selic. “Como o BRDE preferencialmente apoia projetos de longo prazo, percebe-se maior interesse por operações com esse perfil”, descreveu.

Como as instituições internacionais estão alinhadas com as metas globais da Agenda 2030, em especial na questão de transição enérgica, a maior parte dos recursos estará voltada a projetos de geração de energia com fontes renováveis, maior eficiência energética (iluminação pública), inovação, redução das desigualdades e o agro sustentável. De cada quatro operações de crédito do BRDE nos estados onde opera, três têm vínculo direto com ao menos um dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) das Nações Unidas. “Na medida que o BRDE amplia seu funding com os bancos internacionais, esse compromisso com um futuro sustentável e com maior equidade se acentua”, aponta Vivian.

Dos R$ 4,1 bilhões das operações realizadas em 2021 (recorde histórico), os recursos internacionais já responderam por 15,7% (R$ 649 milhões), oriundos da Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD), do Banco Europeu de Investimentos (BEI) e do Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF). Ainda no mês de julho deste ano, o BRDE recebeu revisão para melhor na classificação de risco em escala internacional de longo prazo.

Para a agência Fitch Ratings, o banco passou para nível estável na análise das operações com moeda estrangeira (BB -, com perspectiva estável, mesmo ranting ao soberano). No seu relatório, a Fitch mencionou que, além da menor percepção de risco da União e dos estados controladores do BRDE, o próprio banco demonstra fundamentos econômicos e financeiros positivos.

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